domingo, 19 de julho de 2015

Meu mundo

AVISO AOS NAVEGANTES: estou viajando num mundo que desconheço, nem mesmo sei se estou na direção certa. Estou cortando os mares em um veleiro amigo. Estou a procura de outras possibilidades de mundo pois neste não me reconheço nem me sinto pertencer. Não me sigam, me é impossível viver longe dos temporais. Aonde estou? em lugar nenhum. Cada cidade que passa por mim, se passa nem vejo! Viajo a bordo de meu delírio, sem ponto de partida nem porto de chegada. Estou no ar, fora do ar, quase sem ar. vivo a deriva, a margem, no auto-exílio, sem ter para onde fugir, nem como voltar. Ando a procura do impossível, ontem dormiu comigo mas antes do sol, fugiu.

"Saber quem sou é mergulhar num mar de profundas inquietações" (Paulla Mel)

Amor

Se possível fosse, me amaria desmedidamente. Mas o pouco nunca será o suficiente, sobra espaço e incomoda, quase enlouquece. Não sei se há um ser nessa loucura humana que me complete. Até pouco tempo meu coração se fez intenso e insubstituível. Que importa a solidão se quando estou com ela não sou mais solidão apenas, sou o que me resta e metade do mundo de anseios que levo no peito? Talvez eu aprenda a suprir essa vontade louca de tê – lo, mas, amo o que de ti desconheço e assim faço amor com o que escrevo e a cada verso que te entrego. Palavras minhas, sentidos seus. Sobrevivo até aqui, cheguei ao limite da minha espera desconhecida. E quanto mais espero, mais te deixo. Talvez amar comece no não ir, não estar e não ser. Se não vou, paraliso. Se não estou, me anulo. Se não sou, te amo e me completo tão suavemente que nem percebo.